A atualização da NR01 e as diretrizes do GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) trouxeram uma nova realidade: a saúde mental agora deve ser tratada com o mesmo rigor técnico que a segurança contra incêndios ou o ruído.
Meu trabalho consiste em retirar a subjetividade do tema "saúde mental" e transformá-la em dados auditáveis e planos de ação eficazes. Conheça minha metodologia estruturada em 03 pilares essenciais:
Os 3 Pilares da Implementação de Riscos Psicossociais
Diagnóstico profundo via instrumentos validados.
Entrega: Inventário de Riscos preciso no PGR.
Intervenções focadas na organização do trabalho.
Entrega: Medidas de controle eficazes e auditáveis.
Treinamentos e monitoramento de indicadores.
Entrega: Redução de absenteísmo e cultura preventiva.
O DRPS é o alicerce de todo o trabalho. Não trabalhamos com suposições, mas com dados. Nesta fase, realizamos o mapeamento dos perigos psicossociais utilizando metodologias reconhecidas internacionalmente e alinhadas às exigências do Ministério do Trabalho.
Identificação de Perigos: Analisamos fatores como carga de trabalho, falta de autonomia, suporte social e exigências emocionais.
Avaliação de Severidade e Probabilidade: Aplicamos ferramentas (como escalas validadas) para classificar o nível de risco, integrando-os diretamente à Matriz de Riscos da empresa.
Escuta Ativa e Observação: Cruzamos dados quantitativos com a realidade qualitativa do ambiente laboral.
Com o diagnóstico em mãos, o segundo passo é a criação de um Plano de Ação robusto, conforme exigido pelo GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais). Aqui, saímos do papel e definimos as intervenções.
Medidas de Controle na Fonte: Sugestões de melhorias na organização do trabalho para eliminar ou reduzir o risco.
Hierarquia de Prevenção: Priorizamos ações coletivas (mudanças de processos e fluxos) antes de ações individuais.
Cronograma e Responsabilidades: Cada risco identificado recebe uma ação correspondente, com prazos claros e métricas de acompanhamento, facilitando a defesa em auditorias ou fiscalizações.
Riscos psicossociais são dinâmicos. Por isso, o terceiro pilar garante que a conformidade seja sustentável a longo prazo, evitando que o PGR se torne um documento "engavetado".
Capacitação de Lideranças: Treinamos gestores para identificar sinais precoces de adoecimento e atuar de forma acolhedora.
Gestão de Indicadores: Monitoramento de taxas de turnover, absenteísmo e queixas relacionadas à saúde mental.
Educação Corporativa: Campanhas e palestras focadas em literacia em saúde mental e combate ao assédio (atendendo à Lei 14.457/22).
Conformidade total com a NR01 e suporte para o eSocial.
Menos gastos com FAP (Fator Acidentário de Prevenção) e substituições de funcionários.
Melhora real no clima organizacional e na produtividade.
Ele busca evidências de que a empresa identificou os perigos, avaliou os riscos com critérios técnicos e possui um plano de ação ativo para controlá-los.
Eles são complementares. A NR01 exige que todos os riscos (incluindo os ergonômicos e psicossociais) estejam no PGR. O DRPS fornece o detalhamento técnico necessário para que a parte psicossocial da ergonomia seja bem atendida.
Não. A norma exige que a empresa gerencie os riscos psicossociais. Para isso, ela pode contar com consultores especializados para realizar o diagnóstico (DRPS) e apoiar o SESMT e o RH na implementação das medidas de controle.
Enquanto o risco ergonômico foca na interação física e cognitiva com a tarefa (postura, repetição, mobiliário), o risco psicossocial foca na organização do trabalho e nas relações (metas abusivas, assédio, falta de autonomia). Na nova NR01, ambos devem estar integrados ao PGR.
Enquanto o risco ergonômico foca na interação física e cognitiva com a tarefa (postura, repetição, mobiliário), o risco psicossocial foca na organização do trabalho e nas relações (metas abusivas, assédio, falta de autonomia). Na nova NR01, ambos devem estar integrados ao PGR.
Utilizamos questionários validados e adaptados à realidade brasileira, garantindo que o laudo tenha validade técnica e jurídica.
Uma gestão ineficiente de riscos psicossociais aumenta o número de afastamentos B91 (acidentários). Isso impacta diretamente o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), aumentando a carga tributária da empresa. Meu trabalho ajuda a controlar essa sinistralidade.
A implementação dos Riscos Psicossociais não precisa ser um processo complexo ou burocrático. Com a metodologia correta, ela se torna o caminho para uma empresa mais segura e eficiente.